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Preconceito: cicatrizes sociais no mundo mágico
//Por Luiz Guilherme - domingo, 15 de julho de 2012 às 19:16

É impressionante como, em pleno século XXI, o preconceito continua a ser algo extremamente presente em nossa sociedade. O racismo, a homofobia e todos os outros tipos de preconceito nos fazem refletir que, talvez, a mente humana não esteja acompanhando a evolução tecnológica que hoje vemos.

J.K. Rowling obviamente investiu nessa temática ao longo da série, e em sua coluna de estreia, Igor Ferreira nos traz uma reflexão a respeito. Não deixe de prestigiar com seu comentário!

por Igor Ferreira

Diferenças são normais, indiscutíveis, inegáveis, e lidar com elas nem sempre é tão fácil como esperamos. O convívio em grupo já é, por si só, uma tarefa difícil. Muitas vezes temos que engolir palavras, respirar fundo e pensar duas vezes antes de falar ou fazer algo: são passos básicos para uma vida harmônica e relativamente equilibrada. Mas, infelizmente, muitos ainda não aprenderam a superar e respeitar as diferenças, abrindo, assim, caminhos para o preconceito, a discriminação e as atrocidades que deixaram e deixam marcas absurdas em todos os tipos de sociedade.

Calma, gente, eu não vou começar uma dissertação de vestibular aqui, mas é que o assunto é relativamente sério para ser tratado com grande descontração logo de começo. Bem, acho que não é segredo para ninguém que J.K. Rowling leva para seu texto grande parte do panorama social da atualidade, ela inscreve a realidade com o magnífico toque mágico que prende, até hoje, milhões de pessoas. É, ainda assim, a realidade. Nessa linha de raciocínio, Rowling molda a sociedade bruxa tal como a nossa, um lugar onde o preconceito é aparente e as medidas tomadas pelos seus adeptos, na maioria das vezes, fere os padrões da civilidade.

O símbolo mais forte do preconceito inserido no mundo mágico surge junto ao órgão mais importante para o regimento da sociedade bruxa. No coração do Ministério dirigido por Pio Thicknesse, a Comissão de Registro dos Nascidos Trouxas nasce como uma forma de centralizar e oficializar os anseios de vários grupos, especialmente as famílias mais tradicionais, que abrigavam em seu íntimo a aversão aos bruxos de ascendência não mágica. Com um nome tão empolgante de repartição pública, poderíamos jurar que esse novo braço do Ministério seria composto por senhorinhas munidas de carimbo e prontas a anotar nomes, entregar um comprovante e olhar o relógio de hora em hora, verificando o fim do expediente. Talvez tenha sido mesmo esta a ideia, passar uma imagem inofensiva para camuflar as inescrupulosas atitudes de seus líderes, visando alcançar, definitivamente, seus objetivos sem muitos questionamentos indesejáveis, assim como muitos exemplos dos modelos trouxas de “controle social”.

Se a Comissão oficializa o preconceito, Dolores Umbridge personifica-o. Sem nenhum atributo que lhe garantisse as características marcantes de uma grande tirana, (quem suspeitaria de uma anciã de baixa estatura, vestida de rosa e com uma voz meiga, até infantil?) ela consegue por em prática, através de bajulações e contatos corretos, seus anseios mais profundos (perseguir mestiços e extirpá-los da sociedade), valendo-se, para isso, de uma série de artifícios dispostos a seu bel-prazer.

Aparatos ministeriais não foram a única base de apoio da Comissão de Registro dos Nascidos Trouxas, mas, sem dúvidas, sua pedra angular. Num período em que o Ministério estava infiltrado e capacitado de controlar praticamente todos os setores da sociedade bruxa, foi fácil manter os nascidos trouxas a olhos vistos, em Hogwarts ou em qualquer parte do país varrido por sequestradores. Nem mesmo os bruxos ameaçados que entravam na clandestinidade para fugir das garras da Comissão estavam sossegados. Com as forças das trevas ingressadas no poder e Pio Ticknesse sendo controlado como uma marionete pelos seguidores de Voldemort, os Comensais da Morte tornaram-se braços e pernas do Ministério, disseminando suas diretrizes da pior forma possível e sem qualquer modo de punição. Até mesmo a imprensa estava à mercê do Ministro e de seus assessores, tanto o Profeta Diário, que já na Era Fudge adotava uma política de relação estreita com o Ministério, quanto um novo tipo, criado especialmente para o combate aos “sangues ruins”.

“Sangues-ruins e os perigos que oferecem a uma sociedade pacífica de sangues-puros. Sob o título, havia a foto de uma rosa vermelha, e, entre suas pétalas, um rosto afetando um sorriso estrangulado por uma erva verde com presas e aspecto feroz.”

Coincidência ou não, o folheto criado por Dolores Umbridge para auxiliar sua empreitada de combate aos nascidos trouxas, remete a outra curiosa publicação do final do século XV chamada Malleus Maleficarum (O Martelo das Feiticeiras), uma espécie de manual dividido em três partes que ensinava como identificar bruxas e seus malefícios, além de orientar sobre como deveria ser a forma legal de punição das mesmas. Pensando por esse aspecto, por que não poderíamos crer que J.K. Rowling baseou-se na grande caçada às bruxas, na Idade Média e na Época Moderna, para reproduzi-la de uma forma inovadora, com bruxos caçando bruxos, dentro da sua obra?

Espantam-me as idiotices que são inventadas ocasionalmente para sustentar, de forma falha e imprecisa, o preconceito. Há alguns meses, numa prova de sociologia, um artigo dizia que pesquisas científicas haviam comprovado seguramente a superioridade intelectual dos brancos em detrimento dos negros. Da mesma forma, o Profeta Diário noticiou: “Pesquisas recentes feitas pelo Departamento de Mistérios revelam que a magia só pode ser transmitida de uma pessoa a outra quando os bruxos procriam. Portanto, nos casos em que não há comprovação de ancestralidade bruxa, os chamados nascidos trouxas provavelmente obtiveram seus poderes por meio do roubo ou uso de força.” Curioso, não, como as pessoas podem chegar tão baixo, ao ponto de serem cômicas, para justificar algo injustificável?

Por sorte, no entanto, o preconceito vem sendo vencido aos poucos. Hoje, no Brasil, por exemplo, temos uma mulher presidente da República, um negro na alta cúpula do Judiciário, e várias leis para punição dos crimes de racismo, homofobia e violência contra a mulher. A Segunda Guerra Bruxa marca uma transição importantíssima na forma de encarar o mundo mágico. Podemos saber bem pouco sobre o governo de Kingsley, mas temos a certeza que o novo ministro adotou uma política humana para abranger todos os bruxos da Grã-Bretanha, concretizando os objetivos do grupo que apoiou Harry Potter em toda sua trajetória. Afinal, gente, dissolver a ideologia preconceituosa de uma grande casa de Hogwarts não é lá pra qualquer um!

Igor Ferreira só tem preconceito contra quem tem preconceito.

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Categorias: Colunas, Ensaios, Igor Ferreira, Notícias em Destaque
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Comentários
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Donizete Junior | domingo, 15 de julho de 2012

Belo texto, a sociedade atual (e as antepassadas) não conseguem se colocar no lugar das pessoas que são discriminadas, usam sempre os mesmos argumentos e não mudam sua opinião, sempre a defendem…até concordo em defenderem sua opinião, mas não concordo em não buscaram serem neutras e tentarem enxergar os dois lados…abrirem um pouco mais as mentes e não olharem apenas para elas mesmas ou a sociedade que essa pessoa tem medo de ser julgada, apenas por ter mudado sua opinião.
Vemos desde os tempos antigos a discriminação, o preconceito e a hipocrisia reinando sob a terra, coisas tolas, por motivos religiosos, de diferenças radicais, modo de se comportar, dentro outros…
Espero que algum dia as pessoas possem viver em paz e sem problemas, espero que um dia a musica de John Lennon deixe de ser Imagine, e passe a ser Living this Reality :)


HermiGranger | segunda-feira, 16 de julho de 2012

Texto muito bom. Ótima temática e argumentos muito bem colocador. Parabéns Igor


Gleiry Yuri | segunda-feira, 16 de julho de 2012

Parabéns, amigo. Além de um texto muito bem estruturado, o assunto abordado é espetacular… e a cara de um estudante de Direito, como você! xD
Enfim, Igor, mais uma vez meus parabéns!


Thalita Silva | segunda-feira, 16 de julho de 2012

Mandou bem no texto! Eu não gosto de preconceito, mas eu sei que como ser humano muitas vezes posso fazer alguém alvo de algum preconceito, assim como também posso ser o alvo, que é o que está acontecendo atualmente na minha vida, mas eu sei que isso é só uma fase.
Eu queria que as pessoas que tendem a ser preconceituosas na maioria das vezes, sofressem com isso ao menos uma vez na vida, não porque desejo algo ruim para elas, mas sim para que tenham uma chance de amadurecer e crescer com ser humano, para perceber que o mundo é diversidade. Diversidade de raças, de etnias, de culturas e tantos outros aspectos para que abrissem os olhos para ver que é preciso respeito para conviver em paz, com o mínimo de harmonia e civilidade.
Amei o texto mesmo! Parabéns! ;)


Rodrigo Arturo Black | segunda-feira, 16 de julho de 2012

Maravilhoso esse texto. Parabéns, Igor.
Concordo com você em tudo. Sua visão sobre o preconceito dentro e fora da série Harry Potter é ótima.


Felipe | terça-feira, 17 de julho de 2012

Excelente. Como sempre mandou muito bem. Parabéns Igor. Que venham mais textos. :D


Victor Gonçalez | terça-feira, 17 de julho de 2012

Excelente texto. realmente o preconceito é mostrado de forma clara, porém com aquele toque mágico da Rowling, no Ministério da Magia.

O incrível é que por mais que ela tente nos mostrar que isso é real, muitos ainda praticam e alimentam o preconceito por coisas banais.

Parabéns pelo lindo e excelente texto Igor. Queremos mais!


Gustavo Queiroz | quarta-feira, 18 de julho de 2012

Incrível a profundidade como Rowling escreveu Harry Potter.
Os diversos tipos de olhares e análises que podem ser feitos sobre a obra são quase infinitos, umas vez que ela nos encaixa numa realidade que ao mesmo tempo é tão distante da nossa, por causa da magia, mas ao mesmo tempo, são todos seres humanos como nós.
Uma sociedade repleta de erros e defeitos, aonde os privilegiados, como os sangues-puro do Ministério, tentam justificar as atrocidades cometidas através de uma teoria como a do antigo e jovem Dumbledore, que afirmava que “vidas deveriam ser sacrificadas pelo Bem Maior”.
Essa resenha é uma das melhores, mais bem boladas, pensadas e profundas análises do Universo Potteriano que já lí.
Igor Ferreira está de parabéns. Conseguiu captar e transmitir ao leitor toda a profundidade do preconceito na sociedade tanto bruxa quanto trouxa e, paralelamente ao texto, conscientizando o leitor quanto a seriedade do preconceito e “os perigos que oferecem a uma sociedade pacífica”.


Hector | quarta-feira, 18 de julho de 2012

Uma excelente coluna! Como muitos disseram acima, é bem notável esse preconceito na saga e que muitas vezes nos tiram do sério. Estás de parabéns, Igor! Ansioso para sua próxima coluna! *o*


Catarina | quarta-feira, 18 de julho de 2012

Parabéns! Excelente começo para um colunista novo. Eu concordo com o Gustavo Queiroz: na obra da Rowling, além de todo o elemento magia, amizade e amor, você pode fazer uma análise mais profunda e identificar fatos da nossa realidade.
Amei a coluna e se você quiser fazer uma monografia sobre isso (sei que é estudante de Direito), tem apoio, rs.
Voltarei pra ler mais resenhas. (:


Ana | quarta-feira, 18 de julho de 2012

viva a Hermione! Sangue ruim com orgulho e a bruxa mais inteligente e esperta!!


Juliene Campos | sexta-feira, 20 de julho de 2012

Parabens, excelente texto, como sempre !

Fico realmente muito feliz ao descobrir que voces continuam mantendo o site com a mesma qualidade !

Beeijos e saudades de nossas especulações :D


Débora Boeckel | sexta-feira, 27 de julho de 2012

Parabéns pelo texto! Incrível como a ignorância do ser humano leva a preconceitos injustificáveis, não? Como por exemplo a Inquisição, que queimava na fogueira as mulheres que não se submetiam aos homens, que ostentavam papéis importantes na sociedade medieval como parteiras e curandeiras. E toda a matança pelo simples e abominável motivo dessas mulheres à frente de seu tempo não sustentarem os dogmas retrógrados da Igreja Católica, extremamente dominadora e machista na época. Admiro a J.K. por quebrar paradigmas como o preconceito pela ascendência, frisando que, não importa de onde um ser humano vem (seja ele trouxa ou bruxo), o que importa são as atitudes que tomamos. Acho interessante também a similaridade que a história dos livros Harry Potter tem com os acontecimentos da Segunda Guerra Mundial, principalmente Voldemort. Assim como Hitler, Voldemort defendia a purificação da raça e a centralização do poder. E é depois de reflexões como essa que podemos ver o quão instrutiva e formadora de caráter a série HP é. Afinal, que outra série infanto-juvenil possui raízes tão históricas e quebra velhos preconceitos da sociedade moderna? Por isso amo Harry Potter, por tudo que ele significou na formação do meu caráter.
PS: desculpem pelo texto grande.


Drª Jaque | terça-feira, 31 de julho de 2012

Adorei. Os elogios são merecidos. Tenho orgulho de ter um amigo como vc.



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