A autobiografia de Jane Eyre

//Por Sheila Vieira - sábado, 16 de junho de 2012 às 12:36

Jane Eyre nos apresenta, através de sua autobiografia, um romance que retrata a emancipação da mulher. Este livro prova que as mulheres eram perfeitamente capazes de trabalharem e lutarem por uma vida, independentemente de se casarem ou não. O confronto com as perdas, a intervenção do destino e as escolhas morais compõem a trama de uma das maiores obras da literatura inglesa.

Conheça mais sobre o clássico do Romantismo do século XIX com Natallie Chagas. Leia a resenha e conte qual é o seu romance britânico favorito (Harry Potter não vale!).


“Jane Eyre”, de Charlotte Brontë

Tempo: para ler de um tiro só no fim de semana
Finalidade: para se emocionar
Restrição: para quem ão gosta de perder tempo com longas descrições.
Princípios ativos: Romance inglês; autobiografia; Jane Eyre.

Jane Eyre é órfã de pai e mãe. Criada pela tia, que nunca a considerou digna da mínima atenção, Jane é enviada para um colégio interno, onde conhece seus primeiros momentos de verdadeira felicidade. Crescida e formada como professora, Jane decide procurar uma nova posição, encontrando-a no Solar de Thornfield, como tutora da jovem Adele, pupila de Lord Edward Rochester.

Quando conhece Lord Rochester, Jane se mostra intrigada com a personalidade marcante e difícil de seu patrão. Ela se descobre apaixonada por ele, mas não nutre esperança guarda um segredo misterioso. Ele e Jane começam a conviver bastante enquanto a moça é tutora da protegida de Rochester.

Jane se mostra inteligente e simples, o que acaba cativando seu patrão sem que ela perceba. Quando ela se declara, ele finalmente se torna capaz de mostrar o quanto ardentemente também a ama. Os dois planejam se casar, mas ela acaba descobrindo que ele já tem esposa. O segredo de Mr. Rochester finalmente vem a tona e Jane, sabendo que seria incapaz de continuar vivendo na mesma casa que o amado sem poder tocá-lo, foge.

Perdida, com frio e fome, ela acaba sendo amparada por uma pequena família. O tempo passa, a convivência entre eles se estreita até Jane descobrir que tem muito mais em comum com seus benfeitores do que imaginava. Ela, no entanto, ainda não esqueceu Rochester. E ele? Será que esqueceu Jane?

A primeira coisa que chama a atenção é o fato do livro ser uma autobiografia ficcional da personagem principal, que se apresenta como Jane Eyre. Apesar de ser considerado um romance, o livro aproxima-se do drama, e o trágico acompanha toda a trajetória da personagem principal. O leitor, ao mesmo tempo em que simpatiza com a falta de solidariedade (tão presente em nosso tempo) que sustenta a história, pode não ser tão simpático com a passionalidade de Jane. Um dos melhores romances de todos os tempos, Jane Eyre é um verdadeiro clássico do romance.

Resenhado por Natallie Alcantara

528 páginas, Editora Landmark, publicado em 2010.
*Título original: Jane Eyre, publicado originalmente em 1847.

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Categorias: Drama, Natallie Alcantara, Resenhas
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