A opressão dá lugar a liberdade

//Por Sheila Vieira - domingo, 29 de abril de 2012 às 19:17

ATENÇÃO: não continue a ler se você não leu as obras “Jogos Vorazes” e “Em Chamas”. 

 

Katniss sobreviveu de novo a arena dos Jogos Vorazes. Agora, o lendário Distrito 13 quer usá-la para ser a voz da rebelião, papel que ela não pediu para assumir. No entanto, a situação agora é mais grave, não dá para voltar atrás. Será que vale a pena colocar em risco a vida de seus entes queridos? Confira a resenha de Natallie Chagas sobre o último livro da trilogia “Jogos Vorazes”! Foi o final que você esperava?


“A Esperança”, de Suzanne Collins

Tempo: para ler de um tiro só no fim de semana
Finalidade: para ficar na ponta da cadeira
Restrição: não há restrições
Princípios ativos: ficção infanto-juvenil, programas de TV, reality shows, relações humanas, sobrevivência

Atenção: há spoilers dos livros “Jogos Vorazes” e “Em Chamas” no texto a seguir.

Só agora que ele foi corrompido, consigo apreciar totalmente o verdadeiro Peeta. […] A delicadeza, o equilíbrio, a afetuosidade que deixavam um inesperado rastro de calor humano”

 

Katniss, sua família e uns poucos sobreviventes do bombardeio no Distrito 12 agora se encontram no lendário distrito rebelde, o Distrito 13. Sem querer, desde o início Katniss se vê envolvida no plano dos rebeldes para tomar a Capital e derrubar o presidente Snow. Seu único problema: Peeta não está com ela. Quando os rebeldes a resgataram e aos outros na arena, Peeta foi um dos que ficou pra trás.

Ela se culpa e a Haymitch por isso, mas não pode fazer nada. Quando percebe que sua colaboração aos rebeldes pode poupar a vida de Peeta, ela resolver assumir o papel que lhe deram: do Tordo, do pássaro que após ser modificado e usado pela Capital foi deixado para morrer, mas soube se adaptar e sobreviver, que significa esperança para muitos. Gale também se torna ativo em prol da causa, assim como Prim que, longe de ser ainda aquela menininha por quem Katniss se voluntariou, agora é uma jovem com planos para o futuro.

Em sua tristeza absurda, Katniss é ajudada por Finnick Odair (um dos tributos resgatados) a perceber quando ela começou a realmente amar Peeta, ao mesmo tempo em que a tentativa de resgate dele dá certo. O problema é que as torturas pelas quais passou fizeram com que ele esquecesse totalmente do seu amor por ela e agora a considera uma ameaça. Tentando se manter longe, sem conseguir fazer com que Peeta volte ao normal, Katniss começa a treinar pesado para fazer parte do grupo rebelde que vai tomar a Capital.

Quando ela assume o comando do grupo após a morte do primeiro comandante, se dirige para a Capital. Novos perigos a esperam, pois a cidade se tornou nada mais nada menos que uma arena. A invasão dá certo, mas uma perda drástica e repentina a leva ao auge da histeria. Quando a loucura, pesar e desconfiança de Katniss atingem o auge, o acontecimento chave da história surpreende a todos.

O nome do livro diz tudo. É exatamente esse o sentimento que permeia toda a obra. Como toda história que começa de forma boa, Suzanne Collins soube se superar no último livro da trilogia. Uma das últimas e principais reviravoltas da história traz o mesmo sentimento do último livro de Harry Potter, com todas aquelas mortes (sempre tem uma que choca mais). Tem um final feliz? Apesar de tudo, teve sim. Foi o final que esperado? Devido a determinados acontecimentos, não, mas foi aceitável (uma vez que em guerras sempre existem mortes chocantes). Um livro ótimo, um final de história maravilhoso, onde romance e política estão mais emaranhados do que nunca.

Por Natallie Chagas

421 páginas, Editora Rocco Jovens Leitores, publicado em 2011.
*Título original: Mockingjay.

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Categorias: Aventura, Natallie Alcantara, Resenhas
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