Lembrol: Faltam 05 dias para Relíquias da Morte parte 2!

//Por Flavio Junior - sábado, 09 de julho de 2011 às 00:00

A partir de hoje, até o dia do lançamento do filme, o Lembrol será diferente. Não mais mostrará passagens dos livros, mas as histórias de fãs. Lembranças de como conheceram a série, como foi viver o fenômeno Potter e como é viver este momento em que a saga se encerra nos cinemas. Começamos hoje com a história de Andreza Rafaela de Medeiros Seixas, 21 anos, de Natal – RN.

Minha História HP

Minha vida potteriana começou bem diferente da maioria. Na verdade, eu odiava Harry Potter. Era o primeiro dia de aula depois das férias de julho na escola em que eu estudava, ano 2000, 4ª série do ensino fundamental. A professora de Português aparece com um livro na mão, um tal de “Harry Potter e a Pedra Filosofal”, como sugestão para que os alunos lessem. A nerd da sala não perdeu tempo e já pegou o livro emprestado. Eu, criança distraída e sem o mínimo gosto por leituras grandes, ri. Dizia que quem lesse tal livro era muito nerd ou muito desocupado. Uma criança de quase 11 anos falando isso, imagina.

E fiquei com esse preconceito na cabeça, que piorou depois da vinda do primeiro filme, em 2001. Todos os amiguinhos combinavam de ir ao cinema para assistir, eu preferi ver O Retorno da Múmia. E debochava: “Sério que vocês foram ver esse Harry Podre? Cresçam”. Até que um dia, minha melhor amiga e vizinha na época, já em 2002, assume que é fã da série, pronto falou. Fiquei sem reação, ver minha amiga gostar “daquilo”. Ela insistiu que a série era boa, que ainda iriam lançar mais três livros e que eu poderia ler os livros dela para acompanhar. Somente depois de meses de insistência resolvi pegar o livro. Antes de dormir li “O Sr. e a Sra. Dursley, da Rua dos Alfeneiros, nº. 4, se orgulhavam de dizer que eram perfeitamente normais, muito bem, obrigado.” E, mal sabia eu e tampouco a minha amiga, que aquilo iria me mudar para sempre.

Em menos de um mês li os quatro livros até ali lançados. Foi mais ou menos na mesma época em que os sites, blogs e fotologs de HP surgiam, me deixando em êxtase pelo vasto conteúdo disponível. Comecei a colecionar TUDO o que via pela frente e tinha Harry Potter no meio, começando pelos livros. Só depois que comprei os DVDs do primeiro e do segundo e pude, enfim, assistir os filmes também. Briguei com meus pais para ir ao lançamento do livro Ordem da Fênix antes de o shopping abrir. Várias pessoas já estavam lá e me senti no meio de amigos, sem nem ao menos conhecê-los.

A mágica de Harry Potter começava a fazer sentido na minha vida, além dos livros e da internet. Era quase real. E desde esse dia não perdi mais nenhum lançamento, filme, livro ou até DVD, eu sempre estava – e estou! – lá. Minha melhor amiga se mudou para outro estado, mas deixou para trás os melhores presentes que eu jamais poderia ter imaginado, ao menos o segundo: sua amizade e Harry Potter. E eu cresci assim, com um bruxo ao meu lado. Se eu estava triste, lia HP. Se estava feliz, lia HP. Se queria rir, lia HP. Se queria saber mais sobre algum mistério, relia tudo. Acompanhei teorias, boatos, fiz amizades eternas, troquei cartas com pessoas e fã-clubes de todo o Brasil, participei de um fã-clube local em que conheci pessoas fantásticas, inclusive meu atual namorado, fiz eventos pequenos e grandes, participei pouquíssimo tempo como newsposter do Potterish.

E, por fim, morri de chorar, digo, chorar de soluçar, quando terminei de ler a série. Dia 31º de agosto de 2007, nunca esquecerei. De ter que implorar banner de locadora a mentir para professores para não ter que fazer provas nos dias dos lançamentos; de gastar todo meu dinheiro com coisas para a coleção a passar horas da minha vida me dedicando a uma história, não me arrependo de absolutamente nada. Nada. Harry Potter preencheu minha vida, mudou meus conceitos, me mudou. Me trouxe alegria, caminhos diferentes, possibilidades, diria até paz. Harry Potter foi meu amigo quando muitas pessoas me viraram a cara, foi algo que me salvou várias vezes. Hoje, sempre que eu olho para as minhas costas e vejo o símbolo das Relíquias da Morte tatuado, eu penso no quanto eu sou grata por ter algo tão incrível na minha vida. Não sei o que vai acontecer comigo dia 15 de julho, mas sei que Harry Potter só terá um fim quando não existir mais nenhum fã na Terra. Nossa função sempre será manter a história viva, para sempre.

Por Andreza Rafaela de Medeiros Seixas.

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