Leia agora a primeira crítica do Potterish de HP7: Parte 2!

//Por Daniel Mahlmann - sexta-feira, 08 de julho de 2011 às 20:15

Hoje foi realizada a cabine de imprensa do filme Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2 na cidade de São Paulo, com a presença de críticos de cinema, imprensa em geral e representantes dos fansites brasileiros. O Ish foi representado pela Aline Lima e o André Wynne, nosso redator e também cinéfilo que se propôs a escrever a crítica paulista da película.

Para permitir a leitura a todos sem entregar nada do longametragem, André escreveu dois textos – o primeiro livre de spoilers, que analisa mais a técnica do que a adaptação, e o segundo repleto de spoilers com a opinião de fã sobre o que foi exibido no filme. Escolha a sua leitura – ou opte por ambas – e aproveite!

Sem spoilers | Com spoilers
Vale lembrar que ainda teremos a publicação do texto de nosso crítico de cinema Arthur Melo mais à frente, portanto continuem ligados!

HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE: PARTE 2
Crítica do filme

Potterish.com ~ André Wynne
08 de julho de 2011
CRÍTICA SEM SPOILERS
Dez longos anos após o lançamento do primeiro filme, a saga de Harry Potter chega ao seu final épico, e não há exagero na utilização desta palavra quando se refere ao filme.

Determinados a destruir Lord Voldemort, Harry, Rony e Hermione continuam na busca das horcruxes de Voldemort, desta vez tendo um duende de Gringotes como ajuda em seu primeiro objetivo.

Grampo, que leveu Harry e Hagrid ao cofre do, na época, bruxinho, é brilhantemente interpretado por Warwick Davis (que também interpreta o Prof. Flitwick). Cheio de gesticulações e olhares significantes, o duende é apresentado ao público como uma personagem de sabedoria e personalidade forte.

David Yates tem uma direção estranhamente amadurecida para HP7.2 (estranha pelo fato de que os filmes foram gravados simultaneamente), o que é um ponto muito positivo para o longa, já que o diretor conduz de forma eficaz a sequência inicial e a invasão do Gringotes, transformando o dragão, assim como Grampo, não apenas em mais um elemento na tela, mas sim numa personagem.

E, como o filme anterior abriu espaço para o desenvolvimento das personagens e a apresentação das teorias de Harry sobre as horcruxes, o ritmo deste último filme é frenético. Sem soar episódico, o público acompanha rapidamente o trio escapando de Gringotes (numa cena belíssima) para em seguida aparatar em Hogsmeade. E antes que o público perceba, Hogwarts está se preparando para combater Lord Voldemort e seus Comensais da Morte.

Conduzindo com maestria as primeiras cenas de batalha, Yates parece estar no caminho certo, até que seu invencionismo e desespero em mostrar o máximo do livro em tela começam a causar um certo declínio no nível do longa. Algumas cenas simplesmente saltam na tela, sem nenhum arco dramático que o complemente. Outras pecam pelo simples invencionismo, como já citei, onde algumas mortes importantes são simplesmente enfeitadas demais até para um mundo mágico. Há ainda também a péssima idéia de intercalar cenas de extrema importância com outras cenas de menor importância, e que deveriam ter sido mostradas em momentos anteriores. Também há a persistente mania de inserir humor em cenas de muita seriedade.

Apesar dos escorregões na direção, a parte técnica está impecável. Os efeitos especiais estão no habitual padrão de qualidade da série, e só deixam a desejar (muito) em uma sequência. As armaduras, gigantes, aranhas e feitiços estão muito convincentes. A direção de arte, de Stuart Craig, finaliza seu papel com maestria, incorporando novos elementos à Hogwarts (uma salva de palmas para a nova escadaria de mármore) e Gringotes. Mas o ponto técnico que merece mais destaque é a trilha sonora, que além de contar com as faixas inéditas compostas por Alexandre Desplat, resgata antigos temas dos filmes anteriores, trazendo muita nostalgia aos fãs que acompanharam a saga por 10 anos.

E é claro que o maior espetáculo fica por conta do elenco. Emma e Rupert apresentam atuações ainda melhores do que em HP7.1. Daniel tem momentos em que atinge um nível de atuação acima de sua média de crescimento artístico. Maggie Smith, que esbanja talento, recebeu maior espaço desta vez, e mostra uma Minerva de grande fúria e poder. Ralph Fiennes atinge o ápice de sua performance como Voldemort, seja em momento de extrema fúria, ou em momentos de uma certa insanidade.

Mas quem realmente rouba a cena é Alan Rickman. Sua atuação ao longo dos filmes sempre foi motivo de elogio de público e crítica, mas neste último é possível notar o comprometimento máximo com sua personagem, e alcança um nível de atuação que muito provavelmente lhe renderá grandes premiações no próximo ano.

Com grandes erros e acertos maiores, Harry Potter finalmente chega ao término de 10 anos de sucesso, e vai deixar um grande vazio na indústria cinematográfica e no coração de cada fã que acompanhou Harry até o fim.

Foi épico.

HARRY POTTER E AS RELÍQUIAS DA MORTE: PARTE 2
Crítica do filme

Potterish.com ~ André Wynne
08 de julho de 2011
CRÍTICA COM SPOILERS
O último filme da maior franquia da história do cinema, Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2, é, sem a menor dúvida, o melhor e mais emocional filme da octologia que chega ao seu final oficial na próxima semana, e a prova clara disso é o número impressionante de pessoas chorando (me incluam neste grupo) durante toda a projeção numa cabine de imprensa.

Após o flash-back que nos relembra rapidamente o final de Relíquias da Morte – Parte 1 – mostrando o túmulo de Dumbledore sendo aberto e Voldemort tomando posse da Varinha das Varinhas -, temos uma das melhores aberturas de todos os filmes: ao som da melancólica Lily’s Theme, vemos os dementadores flutuando nos arredores de Hogwarts, e em seguida Snape contemplando seriamente os alunos de Hogwarts sendo levados por Comensais da Morte para dentro do castelo, o que retrata perfeitamente o controle de Voldemort sobre a escola.

Desde o seu início, HP7.2 tem um clima de despedida que faz qualquer fã ir às lágrimas em questão de segundos, seja pela trilha sonora, pelas atuações ou até mesmo pela quantidade extraordinária de lembranças que brotam ao vermos velhos conhecidos, como a Profª Sprout, diabretes, e uma penca de objetos dos filmes anteriores que são mostrados na Sala Precisa.

Para aqueles fãs que gostam de ver todas as cenas do livro no filme, não haverá muito o reclamar. Apesar de algumas partes terem sido alteradas e/ou reduzidas (como o tesouro dos Lestrange que se multiplica sem queimar quem o toca), o essencial está na tela. O trio conversando com Grampo e Olivaras, a invasão no Gringotes, Hogsmead, o acampamento na Sala Precisa, entre tantas outras cenas. E há também aquelas que foram adicionadas (Rony e Hermione na Câmara Secreta) e alongadas (as memórias de Snape).

Porém, o que pode ser maior motivo de reclamação dos fãs são as invencionices exageradas. A morte de Bellatriz, Nagini e Voldemort (que acontecem nessa ordem, durante o filme), estão extremamente diferentes do que está nos livros: Bella e Voldemort explodem em milhares de fragmentos, e Nagini simplesmente vira fumaça ao ter sua cabeça cortada por Neville (numa situação diferente da que está no livro).

O ponto alto do filme reside nas lembranças de Snape (que Harry coleta pelas lágrimas do professor). Alan Rickman atua sensacionalmente, e seu comprometimento com o filme fica muito claro quando o vemos abraçado com o cadáver de Lily, ou quando ele lança seu Patrono para Dumbledore ver que seu amor pela mulher jamais terminou. Além disso, Alan divide o glamour com Maggie Smith, numa das melhores cenas do filme, onde Minerva avança para Snape atacando-o enquanto este se recusa a revidar e apenas defende-se.

Quanto ao fim, a maioria dos fãs não se lembrarão de nada do que reclamar quando ouvirem as primeiras notas de Leaving Hogwarts chegando aos seus ouvidos. E, nos créditos, Hedwig’s Theme prenderá todos na sala.

Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 2 não é um filme perfeito, e nem o melhor adaptado, mas é certamente o filme épico da saga que o mundo vem acompanhando há 10 anos.

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