O menino que sobreviveu… no engenho

//Por Sheila Vieira - domingo, 01 de maio de 2011 às 10:41

Você é uma criança que perdeu os pais e foi levada para um lugar diferente do que deveria ter crescido, amadurecendo num ambiente totalmente estranho. Poderia ser a história de Harry Potter, mas, na resenha de hoje, é a de Carlinhos, protagonista de “Menino de Engenho”.

A obra de José Lins do Rego traz todos os bons elementos da trama de uma criança descobrindo o mundo em um ambiente complexo e, de sobra, ainda conta muito bem um pouco da história do nosso país. Leia o texto de Léo Scarpa e deixe seu comentário!

“Menino de Engenho”, de José Lins do Rego

Tempo: para ler pouco a pouco em intervalos durante a semana
Finalidade: para pensar
Restrição: para quem tem dificuldades com pontos de vista alternativos
Princípios ativos: infância, engenho, sertão brasileiro, diferenças sociais, maturidade.

Quando Carlinhos, aos quatro anos de idade, vê sua mãe morta pelo seu pai, sem opções, ele passa a viver no engenho de seu avô materno. Chegando lá, ele descobre todas as coisas possíveis para uma criança entre negros alforriados e uma imensidão de lugares e pessoas a se conhecer.

No Engenho Santa Rosa, Carlos Melo, o Carlinhos, encontra logo cedo seus amores e se “torna homem” aos doze anos. Talvez o amor que mais o tenha marcado foi o sentido pela sua prima Lili, que morrera ainda criança, e de quem os olhos ele afirma lembrar-se muito tempo depois. Narrado em primeira pessoa, o protagonista Carlinhos nos conta em cada capitulo um fato diferente que marcou sua infância vivida no Engenho.

Em seu romance literário, José Lins do Rego mostra da melhor forma possível todas as opções de escolha para a vida de uma criança órfã de mãe vivendo no engenho com avô. Além do mais, o autor da obra de renome mostra o sentimento pelo lado do garoto que se diz com pouca noção de religião, não sabendo os pecados infames que cometia.

Como grande parte das obras literárias brasileiras tradicionais, “Menino de Engenho” não se difere dos termos regionais e das características das pessoas lá encontradas. Muitos de seus relatos são ocupados por acontecimentos do sertão brasileiro na década de 1930, como a seca e o cangaço.

Resenhado por Léo Scarpa

158 páginas, Editora José Olympio. Publicado em 2003.
Publicado originalmente em 1932.

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Categorias: Léo Scarpa, Resenhas
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