O coração que bomba tinta

//Por Sheila Vieira - domingo, 06 de fevereiro de 2011 às 16:13

Continuando a onda de trilogias e longas séries literárias destinadas ao público mais jovem, Cornelia Funke lançou em 2003 o livro “Coração de Tinta”, que fez bastante sucesso e… adivinhem… foi parar nas telas de cinema!

Desta vez, acompanhamos a saga de Meggie, que recebe uma visita inesperada e vê o destino de sua família mudado para sempre. Leia o texto de Léo Scarpa e deixe seu comentário!

“Coração de Tinta “, de Cornelia Funke

Tempo: para ler de um tiro só no fim de semana
Finalidade: para ficar na ponta da cadeira
Restrição: para quem tem dificuldades com pontos de vista alternativos
Princípios ativos: leitura, magia, crueldade, traição e vingança.

Em uma noite sem sono, Meggie olha pela janela de seu quarto e se depara com um misterioso sujeito em seu jardim. Desesperada, Meggie chama Mortimer para ver o sujeito totalmente encharcado pela forte chuva que caia e, quando ela menos espera, seu pai o coloca dentro de sua casa. Aí ela descobre que eles são velhos amigos.

A partir desta ‘maldita visita’, como definiriam mais tarde, Meggie e seu pai tem de se mudar para a casa de Elinor, uma parente da já esquecida mãe de Meggie. Cornelia Funke, em seu primeiro romance da trilogia “Mundo de Tinta”, nos leva a uma magnífica história sem endereço nem um país especifico, sendo os ‘Lagos Italianos’ a única menção de lugar citada no livro.

Em poucos dias, Meggie vê seu pai sendo sequestrado por homens de terno perto e se vê indo até uma aldeia abandonada levar um misterioso livro para um sujeito mal encarado chamado Capricórnio. Meggie também descobre que seu pai tem um fantástico dom de ler em voz alta e trazer à realidade seres literários.

A autora alemã, com exímia capacidade de criar seres e lugares que são utilizados totalmente a favor dos personagens, teve seu nome apresentado ao mundo literário com seu primeiro livro, “O Senhor dos Ladrões”, best-seller na lista do The New York Times em 2002.

Publicado originalmente em 2003 na Alemanha e em 2006 no Brasil, “Coração de Tinta” tem um ritmo de suspense e a adrenalina corre nas veias a cada página virada. Com medo e aflição no ar, grande parte da história se passa na aldeia de Capricórnio e em seus arredores.

Traduzido para trinta e sete línguas, “Coração de Tinta” fez tanto sucesso que hoje tem a marca de mais de quatro milhões de exemplares vendidos no mundo e um filme dirigido por Iain Softley. A adaptação cinematográfica deste livro contou com a presença de bons atores, mas não foi fiel à obra literária original.

Contando com a forte presença do livro “O Mágico de Oz”, o filme sofre grave distorção da história se comparado à bela obra da autora alemã. Em suma, a adaptação do livro para o cinema passa longe de conquistar fãs com tamanha força com a qual o livro conquistou.

Resenhado por Léo Scarpa

391 páginas, Editora Companhia das Letras.
*Título original: Inkheart. Publicado originalmente em 2003.

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Categorias: Léo Scarpa, Resenhas
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