PS. A vida continua

//Por Sheila Vieira - domingo, 21 de novembro de 2010 às 12:47

Sabemos que vocês estão em polvorosa com o lançamento de RdM – Parte 1 (nós também!), mas sempre sobra um tempinho para aquela leitura de fim de semana. Nossa indicação de hoje é “PS. Eu te amo”, de Cecilia Ahern, um livro que virou filme, estrelado pela atriz Hillary Swank. Confira a resenha de Gabriela Alkmin sobre a história de Holly Kennedy após um evento muito traumático: a morte de seu marido por um câncer. No entanto, Gerry deixou uma série de missões para sua amada, que a ajudaram a superar o luto e descobrir novamente porque vale a pena viver. Leia e deixe seu comentário!

“PS. Eu te amo”, de Cecilia Ahern

Tempo: para ler de um tiro só no fim de semana
Finalidade: para se emocionar
Restrição: não suporta melodrama
Princípios ativos: romance, perda, superação, amizade, família.

A vida de Holly Kennedy sofre uma reviravolta quando o seu marido, Gerry, falece, vítima de um tumor no cérebro. Lidar com a perda daquele que foi o grande amor da sua vida é um verdadeiro desafio para ela – afinal, eles namoraram desde o colegial e Holly nunca soube fazer outra coisa além de ser a esposa de Gerry. Conhecendo bem a sua esposa, Gerry planeja um meio de ajudá-la a superar sua morte: dez cartas, uma para cada um dos dez meses subseqüentes à sua morte. Cada carta traz uma tarefa para ajudá-la a seguir em frente, desde coisas simples, como vencer a timidez e participar novamente de um karaokê, até novos projetos, como arranjar um novo emprego.

Além das cartas de Gerry, Holly pode contar com o apoio de sua enorme e amorosa família e de seus amigos, como a divertidíssima Denise e o casal Sharon e John, amigos muito próximos de Gerry e Holly. Mesmo que, em alguns momentos, eles não saibam lidar com a dor dela, questionando se as cartas realmente são positivas ou apenas prendem-na no passado, eles estão sempre prontos para acompanhá-la em suas aventuras.

“PS.Eu te amo”, publicado em 2004, foi o primeiro livro da irlandesa Cecelia Ahern. A história foi adaptada, três anos depois, para as telas do cinema, tornando a história mundialmente conhecida. Embora a adaptação tenha sido bem fiel ao livro, existem algumas diferenças marcantes, como a extensão da família de Holly. No filme, a família de Holly foi enxugada, tendo um papel menor do que tem no livro.

Neste último, somos apresentados aos seus quatro irmãos: Richard, o irmão racional, Jack, o companheiro divertido, Chiara, a irmã descolada, e Declan, o caçula idealista. Durante a história, são desenvolvidas as relações entre Holly e seus irmãos e, conforme os conhecemos melhor, descobrirmos que eles vão muito além de seus estereótipos – Holly passa a relacionar-se com o então distante Richard, ao mesmo tempo em que descobre outro lado de seu relacionamento com Jack, seu irmão preferido. Do mesmo modo, podemos conhecer mais sobre os mais novos, Chiara e Declan.

Outra diferença do livro é a personalidade de Holly, que é muito menos pró-ativa e muito mais dependente do que no filme. É possível, inclusive, questionar quão saudável era o seu relacionamento com Gerry, uma vez que Holly era extremamente dependente dele, não tendo outros objetivos além da vida conjugal. Nesse contexto, a perda de Holly tem um impacto muito grande nela, tão desacostumada a viver por conta própria, sendo necessária a ajuda do marido – através de suas cartas – para se reerguer.

A linguagem do romance é muito simples, tornando a leitura fácil e descontraída. Não é um livro que necessite de grandes reflexões, mas pode ser uma ótima diversão para o final de semana. Entre risadas e lágrimas, a história de Holly é cativante.

Resenhado por Gabriela Alkmin

398 páginas, Editora Relume Damará, publicado em 2005.
*Título Original: PS. I love you. Publicado originalmente em 2004.

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