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Mágico latim
//Por Sheila Vieira - sexta-feira, 08 de outubro de 2010 às 18:38

Além de ótima Literatura, os livros de Harry Potter oferecem a oportunidade de aprender outras línguas, como o inglês e o latim. Você sabe de onde vem a origem das expressões dos feitiços, por exemplo? “Expelliarmus” é fácil, mas e Alohomora, tem ideia?

Na nova coluna de Bruna Moreno, você tem uma bela aula de Letras, como se fosse aluno da própria J.K. Rowling. Quer aprender? Leia e deixe seu comentário!


Por Bruna Moreno

Embora quisesse estudar Inglês na faculdade, Jo Rowling se viu pressionada pelos pais a estudar Francês e Línguas Clássicas. Um erro, ela disse; para mim, o maior dos acertos. Vocês não precisam ser estudantes de Letras como eu para saber da enorme influência que as línguas estrangeiras (ao inglês, claro) tiveram sobre nossa série preferida. Uma delas, apesar de morta, foi capaz de enfeitiçar todos os personagens de “Harry Potter”, de Dumbledore até Lord Voldemort: o latim.

Um pouco de teoria

Ser bruxo é muito fácil: basta ter uma varinha que te escolha, um bom movimento de mãos, saber o eu significam as palavrinhas que você tem de dizer… pronto! Feitiço fresquinho saindo!

Tudo bem, tudo bem, eu sei que não é assim. Tirando a parte do ter ou não ter magia (isso é detalhe), aprender latim não é fácil. São necessários quatro anos na graduação para se ter uma noção básica da língua, depois mais mestrado e doutorado, para os corajosos poderem propor traduções de textos clássicos. Eu estudei apenas um ano e meio, não por falta de vontade, mas de oportunidade. Por isso, com os conhecimentos que tenho, minha intenção nesta coluna será apenas lhes dar a teoria para entender a análise que farei a posteriori (para já introduzir um poquito).

Ainda que tenha dado origem a línguas como nosso Português, o Espanhol e o Italiano, o Latim tem uma estrutura bem diferente: os termos da oração não têm que ocupar uma posição fixa para que haja compreensão, podem ficar em qualquer lugar desde que suas terminações indiquem corretamente qual é sua função sintática. Por exemplo: “seruus”, que significa escravo, com este formato “seru + -us” indica que a palavra desempenha a função de sujeito; com o formato “seru + -um”, “seruum”, ela se torna objeto da oração.

Por isso, dizemos que os substantivos e os adjetivos variam conforme o caso, isto é, eles mudam suas formas e se declinam (se flexionam, quase como verbos em Português, pois é!). São seis os casos: nominativo (que indica que a palavra é sujeito), acusativo (objeto), genitivo (que indica atribuição, como o “apóstrofe + s” do Inglês), dativo, ablativo (esses dois eu vi pouco, então não atreverei a falar bobagens) e vocativo. Fora isso, essas palavras também variam conforme gênero: masculino, feminino ou neutro (como em Alemão).

Os verbos se comportam como os nossos em Português, flexionando-se segundo tempo, modo, voz, aspecto e pessoa. Então, tomemos como exemplo o verbo “amare”, que é o nosso amar: amo (ego), amas (tu), amat (ele, ela, aquilo), amamus, amatis, amant. Parecidíssimo, não? Seria lindo se todos seguissem essa primeira conjugação… mas existem mais cinco. Pois é. Cada uma delas variando por aqueles outros cinco fatores, cada um deles variando conforme seus próprios fatores. Pois é. E nem tudo é regular. Enooorme pois é.

Uma coisa importante a se saber sobre verbos em latim é que eles serão sempre encontrados no dicionário não em sua forma infinitiva (amare), mas na primeira pessoa do presente do indicativo (amo). Isso evita possíveis dúvidas de conjugações. É nesta forma que encontramos a maior parte dos feitiços em “Harry Potter”.

A seguir, proponho uma lista com os feitiços que considerei mais conhecidos, com possível pronúncia, conforme estudos latinos, e possível tradução (ou não…).

Artes das Trevas

Cruciatus, crucio (possível pronúncia: krúkio): O substantivo “cruciatus” está no nominativo; é a tortura, a ação de infligir dor em alguém. “Crucio” é o verbo na primeira pessoa; algo como “eu torturo”.

Imperius, imperio: Possivelmente vem de “Imperium, impero”. “Imperium”, nominativo, designa a força de quem comanda, o exercício da autoridade. “Impero”, primeira pessoa, “eu comando, dou ordens”.
Morsmordre: Composição de “mors”, nominativo, que significa “morte”, com, possivelmente “mordex, mordo”, que significa “morder”. O feitiço de conjuração da marca negra seria, então, algo como “mordida da morte”.

Sectusempra: De “sectura”, substantivo feminino no nominativo que se refere ao processo de cortar.

Magia Branca

Accio (p.p.: ákio): Sufixo ad, que traz o sentido de “em direção a”, mais o verbo “cio” ou “cieo”, primeira pessoa, “mover”. Então, “mover até minha direção”.

Alohomora (p.p.: alorromôra): Li teorias que afirmam ser a junção de “alo” (“fazer crescer”, “intensificar”) + “hoc” (isto) + “mora” (“obstáculo”). Vocês já perceberam que não faz o menor sentido, não é? Como um feitiço que abre portas pode pedir para aumentar o obstáculo?! No entanto, não consegui propor nenhuma tradução; só queria o gostinho de desmistificar esta.

Fidelius: Talvez Jo tenha criado este substantivo do adjetivo masculino “fidelis”, que significa “fiel”.

Finite incantatem: Aparentemente, “finite” seria o imperativo do verbo “finio”, “demarcar”, “delimitar”, no sentido de pôr um fim. “Incantatem” é o acusativo do substantivo “incatatum”, “encanto”. Obtém-se, assim, algo como “demarcai/ finalizai o encanto”. Esta teoria entra em colapso com o priori incantatem, como vocês verão a seguir.

Expelliarmus: para mim, não existe tradução que contemple o significado deste feitiço. “Expelli”, tudo bem, vem de “expello, expellire”, “expelir”. Agora “armus”, contradizendo tudo o que todos os sites potterianos postam, não é, nem de longe, “arma”: significa “flanco”, isto é, ombro de animal. O momento em que flanco se torna arma, em português, ficou obscuro na minha pesquisa.

Expecto patronum: Fico em dúvida se “expecto” venha de “expectoro, expectorare”, que significa “soltar”, ou de “expeto, expetare”, que é algo como “pedir, exigir”. “Patronum” é bem fácil: é o acusativo de “patronus”, “patrono”. Poderia ser, então, “soltar o patrono”, ou “pedir pelo patrono”.

Impedimenta: É o plural do substantivo “impedimentus”, um “obstáculo” ou “barreira”. Este feitiço, então, traz o recurso de várias proteções.

Legilimens (p.p.: leguilimêns): Tudo bem, “mens” é mente. Mas “Legili” é uma palavra inexistente. Como todos os sites, procurei partir do verbo “lego, legere”, que significa “ler” ou, mais ao pé da letra “roubar”, “coletar”. Porém, esta palavra não se declina para “legili”. Enquanto não sabemos de onde bem o “legili”, vamos continuar com o tão difundido “ler mentes”.

Lumus: Ao contrário do que muitos pensam, “luz” é “lumen”, não “lumus”. A mim parece que Jo inventou esta versão nominativa para o feitiço que cria luz. O que o anula, “nox”, aí sim existe: é o nominativo da palavra “noite”.

Obliviate (p.p.: obliuiáte): Do verbo “oblivio”, primeira pessoa, “eu esqueço”, flexionado no imperativo: “esquecei!”.

Priori incantatem: Partindo do dicionário e da expressão “a priori”, é certo que “priori” está na forma ablativa. No entanto, para que pudesse fazer sentido com o substantivo “incantatem”, ambos deveriam estar no mesmo caso — ou ablativo, do primeiro, ou acusativo, do segundo. Também é estranho pensar que este feitiço não consegue correspondência com o “finite incantatem”, com quem aparentemente compartilha a mesma estrutura. A única tradução possível que encontrei, ainda que ela não siga nenhuma lógica dentro da língua, é algo como “feitiço anteriormente”, “feitiço antedecente”.

Rictusempra: De “rictus”, substantivo no nominativo que denota a abertura da boca — de onde vem o riso, efeito deste feitiço.

Riddikulus: Do adjetivo “ridiculus”, “capaz de fazer rir”, “engraçado”.

Uédiósi: Confesso que este foi o feitiço que mais me deixou curiosa durante a série toda. Para mim, se havia um que não tivesse origem latina, seria ele. Bom… minha pesquisa provou que eu errei. “Vediosis”, ou “Veiouis” (“u” vira “v” em maiúsculo), é o nome latino de um deus grego que aparentemente era semelhante ao deus Júpiter. Se vocês se lembram, Lupin usa este feitiço para fazer uma brincadeira de Pirraça sair voando em disparada. Parece coerente com a ira de um deus, não?

Por que Latim?

As explicações que já li a respeito tendem a defender as influências acadêmicas de Rowling e a ligação da magia com o que é antigo e clássico. Eu prefiro enxergar as coisas de modo mais… divertido, digamos.

Todos sabem que o latim vulgar foi a língua usada no Império Romano. Quando ele inevitavelmente se dividiu e o Império do Ocidente decaiu, a sociedade começou a se organizar de maneira diferente (grupos que moravam em feudos, com poder político descentralizado e economia auto-suficiente dependente dos servos) e iniciou-se o período chamado Idade Média. Nessa época, o latim não morreu — pelo contrário, pode-se até dizer que se fortaleceu. O feudalismo foi fortemente influenciado pela religião católica, que tinha adentrado no Império Romano quase no seu finalzinho. A Igreja, instituição fortemente consolidada, tornou-se mais poderosa do Ocidente, embora não fosse nem um pouco acessível. O motivo? Tanto a Bíblia quando as missas realizadas não foram traduzidas do velho latim.

Onde a aula de História se encontra com “Harry Potter”? É logo depois, quando a Igreja começa se sentir ameaçada pelas novas religiões protestantes e dá início aos tribunais de Inquisição, que puniam com tortura ou sentenciavam a pena de morte àqueles acusados de cometer heresias. Heresia, para quem não sabe, é o ato contra a fé cristã — e a magia ou bruxaria, claro, são praticamente os ápices do comportamento herege.

Agora me digam: não é a mais perfeita ironia escrever um livro em que bruxos invocam magia com a língua com qual eles eram condenados na Idade Média?! Rowling certamente foi dona de um sarcasmo sem igual, digno de Severus Snape, e a vingança que concedeu aos bruxos não poderia ser mais doce.

Bruna Moreno não revela, mas teve aula de Linguística com a Tia Jo.

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Categorias: Bruna Moreno, Colunas, Ensaios, Notícias em Destaque




Comentários
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Granger | sexta-feira, 08 de outubro de 2010

Não sei se vocÊs sabem, mas a tia Jo não inventou esses feitiços, eles foram tirados da bruxaria que realmente existe… não sou bruxo e amo Hp, mas já conheci um b ruxo que disse que todos esses feitiços existem e não são criação de jk… ;)
tbm não estou dizendo que jk é bruxa… amo ela… mas tbm já li numa revista que essas maldições e talz existem, pelo menos os bruxos acreditam que existe… mas como ela disse, HP foi uma mistura de folclore e do que os alquimistas diziam ser verdade; ou seja, não foi invenção dela. Pesquisem e vão saber, mas isso n tira a genialidade da nossa autora preferida, flw.. xD


Errol | sexta-feira, 08 de outubro de 2010

Deve ter dado um bocado de trabalho fazer essa coluna!

Mas não concordo muito com a questão da ironia no fato de bruxos usarem o latim. Acho que o fato de a língua dos católicos/ cristãos ser usada pelos bruxos pode ser uma pista de que estes tinham muitas coisas em comum com os cristãos – afinal, HP é mais cristão do que pagão. Essa talvez seja a ironia, ou talvez nem seja – vai ver, é mais um modo de quebrar rótulos.

Na minha opinião, a explicação para o uso do latim tende mais para a hipótese voltada para a antiguidade da língua. Como a magia é antiga, as fórmulas mágicas tinham que ser em língua antiga também, e fórmulas se definem pela estabilidade – não mudam. Por isso é que o latim continuou a ser usado.


Saulo de Lima | sexta-feira, 08 de outubro de 2010

Isto seria como tentar reviver latim, que é considerado uma língua morta, mas cai para nós, seria interessante aprender um pouco de latim, pois existem alguns engraçadinhos que acham que porque os feitiços são em latim, e nós pottermaníacos, nos põem a prova para ver se sabemos. É um tema legal e extrovertido, principalmente para botar ono observatório Potterish. Eu sou a favor dessa coluna.

“O menino que sobreviveu caminha para a Morte”
Lord Voldemort

“Lord Voygar”


Leonardo | sexta-feira, 08 de outubro de 2010

Bruna, assim como você, também sou estudante de Letras e queria falar que a coluna está muito boa!

Só uma observação: quando você falou dos casos do latim, disse que existem 6, mas só citou 5! Faltou o caso vocativo.

Abraços.


Nara! | sexta-feira, 08 de outubro de 2010

Só uma sugestão quanto ao “flanco” de Expelliarmus. Flanco, além do animal, tem um sentido militar – não entendo muito de planejamento de guerra, mas sempre vejo em filmes e livros o ‘flanco esquerdo ser atacado’ ou o “flanco direito se destacar e atacar”, etc. Então, poderia ter um sentido não de arma exatamente, mas de ataque, ou.. entendem? rs :D


Bruna Moreno | sexta-feira, 08 de outubro de 2010

Leonardo,
obrigada pelo toque, vou acrescentar ao texto.

Nara!,
muito boa a sua observaçao! Não tinha pensado nisso. Acho que faz sentido!


Beagle do Parque. | sábado, 09 de outubro de 2010

Olá Bruna! Pra mim sua coluna foi uma das melhores até agora. Agora sobre a ironia a respeito da cristandade medieval acho um pouco forçada. Além de a língua oficial da Igreja Católica de Rito Romano tanto na idade média como hoje ser o latim(tanto é que todo católico deveria receber noções básicas de latim, infelizmente isso acontece muito pouco no Brasil, e eu tive esse privilégio), o historiador Jacques Le Goff, em seus textos sobre a intelectualidade medieval, evidencia que a língua comum das universidades da Europa era o latim, em vista das diversas nacionalidades dos seus estudantes. Ou seja grande parte do conhecimento dos séculos XII ao XVI, era geralmente veiculados em latim. A grande tradição dos Grimorios de feitiços vem justamente do século XIV ao XVI, e os alquimistas em seus estudos geralmente efetuavam seus registros em língua latina. ou seja era muito disseminada para restringilas aos tribunais do Santo Ofício. Sobre a bruxaria ser uma heresia também é necessário fazer uma pequena correção. A Heresia é uma doutrina divergente da doutrina de Toda a Igreja em alguma questão de fé e moral. Por exemplo, afirma que Jesus Cristo não é verdadeiro Homen, mas um Deus fantasiado de homem= Heresia, por que além de ser um pecado contra a verdade revelada no ensinamento da Igreja causava uma divisão na fé comum. A prática da bruxaria era somente um pecado grave, mas não uma heresia, a bruxaria em si não propunha uma doutrina, mas sim a prática. A menos que alguêm quisesse argumentar que a feitiçaria seja conciliavel com o cristinismo. Ai você está propondo uma doutrina diferente, heresia, por que Igreja afirma que é parte da revelação divina que a bruxaria é pecado, e ai você afirma que não é pecado. Enquanto você só pratica a bruxaria, mas não quer fazer a bruxaria parte da religião cristã não é uma heresia. Uma heresia é um pecado maior do que a bruxaria simples.


Dani | sábado, 09 de outubro de 2010

Antes de tudo, preciso comentar que estou invejando a Bruna por ter estudado latim. q

Parabéns!
Imagino o trabalho que tenha dado.


Victor | sábado, 09 de outubro de 2010

Bruna, eu tenho prova de latim quinta feira, me ensina? QQ
Eu faço letras na UFRJ e lá nós temos QUATRO períodos de latim, um saco.
Dani, não inveje, é muito dificil e chato (pelo menos eu acho)


Aaron | sábado, 09 de outubro de 2010

Ainda não li o texto, mas acho que tem uma enorme canelada no primeiro parágrafo:

Os pais da autoria queriam que ela estudasse Línguas Modernas, mas ELA “fugiu” para as Letras Clássicas.


Aaron | sábado, 09 de outubro de 2010

*autora


Bruna Moreno | sábado, 09 de outubro de 2010

Aaron,

eu me baseei no depoimento de Jo disponível no próprio Ish (http://conteudo.potterish.com/jk-rowling/):

“Terminei a escola em 1983 e fui estudar na Universidade de Exeter, na costa sul da Inglaterra. Estudei francês, o que foi um erro. Tinha sucumbido à pressão de meus pais para estudar lí­nguas modernas “úteis”, por oposição ao inglês “aonde-leva?” e realmente deveria ter mantido a minha posição.”


Rodrigo Gomes | sábado, 09 de outubro de 2010

Essa coluna deve ter dado muito trabalho, mais a maioria dos feitiços não teve significado concluido, o que é uma pena…


Nornum | sábado, 09 de outubro de 2010

Antes de tudo, preciso comentar que estou invejando a Bruna por ter estudado latim.[2] :D

Bruna, eu não sei, mas acho que, no caso do “Expecto Patronum”, ela pode ter querido dizer “Espectro Patrono”, ou seja, é como se o bruxo invocasse o animal espectral que é o seu protetor, o seu patrono… :D

Ah, e parabéns pela coluna. Adorei. Podia me dar umas aulinhas, hehe


Aaron | sábado, 09 de outubro de 2010

Só pra não confundirem: Esse outro Aaron não sou eu! ‘-’

Enfim, eu já sabia de tudo da coluna… Creio que J.K. não foi irônica ao usar o latim (idioma usado pela Igreja Católica para exorcismo, etc) como idioma para feitiços. Eu tenho certeza que foi pelo “tom” que eles dão.

É ótimo falar “Expelliarmus!” e saber que você vai “Expelir a Arma”.

Avada Kedavra não vi na coluna, mas deriva do aramaico “Abhada Kedabha” (algo assim), que significa “Eu destruo ao falar”. Palavra essa que deu origem ao conhecido “Abracadabra” ou “Abrahadabra”.

Existem biblias que existem até o termo Avada Kedavra como algo que destrói ^^

E J.K. não usou somente o Latim. Existem várias outras linguas. O Alohomora, se não me engano, é grego+aramaico.

E é tudo mentira isso de “bruxaria de verdade”. As pessoas acham que Rowling era uma mística que por conhecer o livro “As núpcias Alquimicas de Christian Rosenkreutz”. ^^

Enfim, ótima coluna.


Daniel Souza | domingo, 10 de outubro de 2010

Também gostei muito da coluna e admiro seu empenho na pesquisa, Bruna. Também estudo Letras e tenho um pezinho no latim, mas tem informação aqui que eu não sabia não xD

Só acho que não se deve passar a impressão de que os feitiços ou a parte “Clássica” na obra vem só do latim. Há quem veja de sânscrito até finlandês nos jogos dela. Pode estar aí o jogo do Legili, como o Avada Kedavra (do aramaico), entre outros…

Quanto à escolha profissional da Rowling, na verdade, em Exeter, como em tantas americanas e europeias, o curso de inglês (língua materna/oficial), não é dado como “língua moderna”, porque a perspectiva do curso não é voltada a isso. Assim como na USP (falo porque faço Letras na FFLCH), Português é língua “clássica ou vernácula”. Modernas são basicamente as neolatinas e o russo (no caso da USP o russo é chamado de oriental :roll: ).

Que eu saiba ela não foi pressionada a estudar Línguas Clássicas, seria tão-somente o Francês, tanto que na autobiografia dela não consta as Clássicas (eu tenho impressão de que ela estudou clássicas numa posterior especialização, justamente pelo amor ao inglês, que possibilitou o alto conhecimento dela no “Old English”, “Old French” e outras línguas do tipo, que vc observa muito claramente na riqueza onomástica – nomes próprios e jogos de palavras em geral – que ela constrói).

A interpretação do uso do latim também é válida, cabe muito bem ao estilo e à ironia da autora, o que não exclui outras visões.

Uma das minhas prediletas, Bruna, gostei mesmo =D


Melina | domingo, 10 de outubro de 2010

Ótima coluna, adorei a sua teoria para JK ter escolhido o latim…


Paty | segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Muito interessante essa coluna, deve ser super legal fazer aula de latim, mas totalmente complexo. Apesar do medo da matéria kkk quero muito fazer ano que vem. *-*
Ahh, a ideia que a autora coloca de como é sarcástico logo o latim ser utilizado pelos bruxos é genial.

Enfim, ótima coluna, parabéns!


Nathália | terça-feira, 12 de outubro de 2010

Uau, a coluna mais interessante até agora. Sempre achei o latim fascinante! E enquanto lia, notei algo sobre o feitiço “Expelliarmus”. Quero dizer, os bruxos sempre dizem que sua varinha é como um braço ou algo assim. Então “expelir o flanco” não seria como deixá-lo sem um ombro=sem um braço=sem uma varinha? Desculpa se parece estúpido, mas foi essa a ligação que fiz.


Sara | terça-feira, 12 de outubro de 2010

AVE
Incrível ver a quantidade de pessoas que estudam latim e lêem Harry Potter… Bom, acho que acima de qualquer coisa, a “Tia Jo” conseguiu algo icrível: tantas pessoas encantadas com a “língua viva da antiguidade”. Eu devo muito à J.K. Rowling, e creio que até posso dizer que tive aulas de Linguística com Tia Jo, uma vez que HP teve grande influência na minha escolha de curso.
Como estudante de Letras e fã de HP, indico também as traduções da obra para o Latim, porque ler isso não tem preço:
“Dominus et Domina Dursley, qui vivebant in aedibus Gestationis Ligustrorum numero quattuor signatis non sine superbia dicebant se ratione ordinaria vivendi uti neque se paenitere illus rationis…”
hauehauehuaehu
Parabéns pela coluna!!
VALE


Alan Ferreira | terça-feira, 12 de outubro de 2010

Muito bom a coluna, porém, há uma gafes referentes à lingua latina. Primeiro, alguns feitiços não conseguimos indetificar suas raízes etimológicas porque não estão em suas formas literais, ou seja, sofreram mudanças; como “Lumus”, certamente deriva de Lumem (Luz). Legilemens significa Ler mente (legire= ler; mens= mente). O caso Dativo é referente ao Objeto Indireto em português, e o Ablativo é regido por certas palavras que acompanham algumas preposições.
Segundo referente à Instituição Católica. A Igreja Católica se uniu ao Império graças à Teodósio, que a tornou a religião oficial do Império (e não Constantino como pensam, este apenas permitiu que a religião cristã fosse exercida no Império junto com as religiões pagãs). A Igreja falava o latim clássico que somente os patrícios do Império falavam, a plebe, por sua vez, o “latim vulgar”. Depois do Império, o latim continuou na Igreja por questão cultural e nobre (o que acontecesse até hoje). Não entendi o trecho da coluna que diz “que não era acessível”?! Sendo predominante era acessível sim! E não creio que J.K. Rowling escolhendo o latim teria sido por sarcasmo. O nome da coruja do Harry foi escolhida em homenagem a santa padroeira das crianças orfãs da Europa.
Para quem curte a lingua latina (como eu ^^), a coluna é um ótimo atrativo. PARABÉNS!!!!!!!!


Natália | quinta-feira, 14 de outubro de 2010

A melhor e mais longa coluna do potterish, aliás. os fans de HP tem uma tendência a gostar dos textos mais longos… :roll:

“O nome da coruja do Harry foi escolhida em homenagem a santa padroeira das crianças orfãs da Europa.” Sério? Que fofo/q


Murilo | quinta-feira, 14 de abril de 2011

Olá Bruna, eu também faço letras ( Primeiro Semestre) e apesar de Latim ser uma matéria do Terceiro semestre eu a vejo muito em Retórica e Poética, realmente o que agente pensa que é o significado quando vamos ver realmente não tem nada haver, mas é uma língua interessante e essa obra literária não sei se é certo, mas para mim é cultura.
Abraços!



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