Curiosamente familiar

//Por Sheila Vieira - domingo, 15 de agosto de 2010 às 18:11

A obra “Diários do Vampiro” seguiu um caminho diferente na transposição para as telas. Ao invés do cinema, a TV. Estrelado por Ian Sommerhalder, de “Lost”, o programa “The Vampire Diaries” tem sua segunda temporada garantida. Nada seria possível sem os livros de L.J. Smith, que Debora Rezende escolheu para apresentar na resenha deste domingo. Leia o post, por que não o livro, e claro… compare com “Crepúsculo”, deixando seu comentário.

“Diários do Vampiro”, de L.J. Smith

Tempo: para ler de um tiro só no fim de semana
Finalidade: para se emocionar
Restrição: para quem não suporta melodrama
Princípios ativos: vampirismo, romance, mistério.

Se os fãs de Crepúsculo notaram uma leve semelhança entre o romance de Stephenie Meyer e “Diários do Vampiro”, de L.J. Smith, cuidado: pode não ser uma mera coincidência. Lançada originalmente em 1991, a série “Diários do Vampiro” começa quando o não tão jovem assim Stefan Salvatore decide que já é a hora de fazer uma nova tentativa de conviver entre os humanos. Ingressando em uma escola de ensino médio da pacata cidade de Fell’s Church, o solitário vampiro italiano não esperava dar de cara com a impetuosa Elena. E muito menos apaixonar-se perdidamente por ela. Órfã e acostumada a ter tudo o que quer, Elena decide conquistar Stefan a qualquer custo.

No entanto, o novato guarda como segredo bem mais do que sua imortalidade e suas presas. Resignado em jamais apaixonar-se novamente, Stefan ainda é assombrado pelos fantasmas do seu passado. Ou pelos vampiros deste. Tudo isso porque, na época da renascença italiana, ele e o irmão se apaixonaram pela mesma garota, sendo unidos por toda a eternidade em um final trágico e traumatizante. Cruel e dissimulado, Damon Salvatore não mede esforços para infernizar a vida do irmão, escolhendo como alvo dessa vez a bonita Elena Gilbert.

E quando Stefan finalmente se rende aos encantos de Elena, revelando a ela sua verdadeira identidade, e sentindo-se humano novamente, Damon entra na luta pelo coração da garota. Usando seu talento natural para dissimular e os incríveis poderes que uma vida inteira de sangue humano lhe deram, o vampiro começa a fazer da vida de Stefan um verdadeiro inferno, num duelo pelo coração de Elena que os remete cruelmente à histórias do passado.

O fato do “bom vampiro” que não bebe sangue humano não passou despercebido por alguns leitores. E mesmo que as sutis diferenças entre os vampiros de Smith e os de Meyer se apresentem ao longo dos dois romances (Stefan, por exemplo, não rejeita o pescoço alvo de Elena quando este lhe é oferecido), há quem diga que tanta semelhança no enredo não pode ser mera coincidência.

A série de livros “Diários do Vampiro” deu origem ao seriado da Warner Channel “The Vampire Diaries”, estrelado por Nina Dobrev, Paul Wesley e Ian Sommerhalder. “O Despertar” é o primeiro volume de uma série recheada de romance, mistério e, é claro, algumas mordidas no pescoço.

Resenhado por Debora Rezende

912 páginas, Editora Galera, publicado em 2009.

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Categorias: Debora Rezende, Resenhas
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