O corcunda brasileiro

//Por Sheila Vieira - domingo, 04 de julho de 2010 às 09:02

A seção de Resenhas do Ish continua dentro da Literatura Brasileira neste domingo. Pedro Bandeira é um dos nossos melhores escritores contemporâneos e, como todo bom autor, tem suas referências. Uma delas é o francês Victor Hugo, famoso por clássicos como “Os Miseráveis”. “O corcunda de Notre Dame” foi a inspiração para a obra “O medo e a ternura”, que Debora Rezende resenha para nós, leitores de Harry Potter. A história é de uma moça que é sequestrada por engano e vigiada por uma figura misteriosa e assustadora. Dê uma olhada, ou melhor, uma lida, e comente!

“O Medo e a Ternura”, de Pedro Bandeira

Tempo: para ler de um tiro só no fim de semana
Finalidade: para ficar na ponta da cadeira
Restrição: para quem não suporta melodrama
Princípios ativos: releitura, juventude, romance, aventura.

Os fãs do clássico “O corcunda de Notre Dame”, de Victor Hugo, vão se surpreender com a interpretação do fenômeno da literatura que Pedro Bandeira traz ao público em “O Medo e a Ternura”. Escrito em 2003, o livro conta a história de Esmeralda, uma jovem de 15 anos empolgada com seu primeiro emprego, que acaba sendo confundida com a filha de um milionário e sequestrada em seu lugar. Levada para uma igreja abandonada, Esmeralda aguarda o terror que a espera ao ser vigiado pelo homem a quem chamam de Bicho Preto, com sua forma desgrenhada e ameaçadora.

Mas o monstro corcunda que parecia ter saído de seus piores pesadelos era nada mais nada menos que o homem mais doce, justo e amoroso que Esmeralda havia conhecido. O romance de Pedro Bandeira faz o leitor vibrar, se emocionar e enternecer a cada página virada, tanto com a doçura do corcunda Bicho Preto quanto com o drama de Esmeralda, desesperada para encontrar seu grande amor, Greg. Frente às agressões dos três seqüestradores e a espera por um resgate que jamais viria, Esmeralda terá de usar toda a esperteza e sangue frio para sair viva de sua própria história de horror.

Pedro Bandeira, autor da famosa obra “A droga da obediência”, se tornou exclusivamente escritor em 1983, e traz em “O medo e a ternura” a marca clássica de sua escrita, a emoção, comoção e aventura que somente uma releitura de um clássico francês poderia ter.

Resenhado por Debora Rezende

96 páginas, Editora Moderna, publicado em 2003.

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Categorias: Debora Rezende, Resenhas
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