Não tão magras e sãs

//Por Sheila Vieira - domingo, 23 de maio de 2010 às 13:05

Há duas semanas, a seção de Resenhas do Potterish indicou uma autora que lançou as bases do feminismo: Simone de Beauvoir. A manifestação dos dilemas das mulheres é visível até hoje na Literatura. Por exemplo, em “O Diário de Bridget Jones”. Confira aqui a resenha de Débora Rezende sobre o livro de Helen Fielding, que conta os dilemas de uma jovem fora dos padrões contemporâneos de beleza passando por várias desventuras no campo amoroso.

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“O Diário de Bridget Jones”, de Helen Fielding

Tempo: para ler de pouco a pouco em intervalos durante a semana
Finalidade: para rir
Restrição: para quem não suporta melodrama
Princípios ativos: comédia, Inglaterra, universo feminino, triângulo amoroso, relações de trabalho.

Sob a forma de uma mulher “solteirona” de trinta anos, Helen Fielding, autora da obra “O Diário de Bridget Jones”, faz uma severa crítica ao comportamento da mulher moderna. Lançado em 2001, o livro traz ao leitor a atrapalhada Bridget Jones, com seus problemas para controlar o cigarro, o álcool, a quantidade de calorias que passam por sua boca e arrumar um namorado.

Assim como a maioria das mulheres de nossa sociedade, Bridget Jones tem um grande problema: seu peso. Solteira e já se aproximando da meia idade, a personagem narra seu cotidiano em forma de diário, divertindo o leitor com suas constantes tabelas de calorias, cigarros e bebidas consumidas. Na busca desesperada para encontrar um namorado, Bridget acaba se envolvendo com seu chefe, Daniel, com quem alimenta sonhos e esperanças. Ele, no entanto, não parece interessado em um compromisso sério, ou em nada mais que não envolva sexo. Tanto que, depois de que a relação com Bridget assume um caráter mais firme, Daniel a troca por uma mulher mais nova.

Arrasada, ela busca refúgio na casa dos pais, na comemoração do aniversário de casamento de um casal amigo da família, onde cada convidado pergunta se ela finalmente já se casou. Em clima de total depressão, Bridget reencontra Mark Darcy, filho do casal em comemoração. E ainda que o suéter de losangos e uma mulher sem problemas de peso estejam entre eles, é com a problemática Bridget que Mark decide que vale a pena ficar.

Com uma leitura fácil e leve, “O Diário de Bridget Jones” relata a rotina da mulher real, fazendo com que qualquer leitora possa se ver perfeitamente no papel de Bridget, fazendo ao mesmo tempo pesadas críticas à sociedade onde somente as mulheres magras e jovens conseguem relacionamentos sérios e duradouros, assim como até onde as mulheres que não se encaixam nesse padrão estão dispostas a ir para obtê-lo.

A obra foi adaptada para o cinema também em 2001, com Renée Zellweger no papel de Bridget Jones, direção de Sharon Maguire e roteiro escrito pela própria autora do livro, e é considerada uma das comédias românticas de maior renome. Tanto livro quanto filme tiveram uma continuação, “Bridget Jones no limite da razão”.

Resenhado por Débora Rezende

320 páginas, Editora Record, publicado em 2001.
Título original: Bridget Jones’s Diary, publicado em 1996.

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Categorias: Debora Rezende, Resenhas
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