Um clássico para várias leituras

//Por Sheila Vieira - quinta-feira, 18 de março de 2010 às 15:10

Os fãs de Potter torcem para que a obra de J.K. Rowling permaneça por muitos anos no imaginário das pessoas, atravessando gerações sem perder seu encanto. Poucos livros infanto-juvenis conseguiram esse feito como “O Pequeno Príncipe”, do francês Antoine de Saint-Exupéry. Gabriela Alkmin conta por que essa obra, de 1943, é uma referência não somente para as Misses, mas também para todos que apreciam boa Literatura. Dê uma olhada nessa nova resenha, tire seu exemplar da estante e reviva os sentimentos que a leitura desse clássico proporciona.

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“O Pequeno Príncipe”, de Antoine de Saint-Exupéry

Tempo: para ler de um tiro só no fim de semana
Finalidade: para pensar
Restrição: para quem não suporta melodrama
Princípios ativos: infância, relacionamento, vida, reflexão e imaginação.

“-Desenha-me um carneiro…” – É essa frase inusitada que marca o primeiro contato entre o narrador do romance, um aviador, e o pequeno príncipe, habitante do pequeno planeta B 612. O encontro acontece no Deserto do Saara, quando o avião do narrador tem um problema técnico e ele precisa de um pouso de emergência para tentar consertá-lo. Através dos pedidos e indagações do jovem príncipe, sua história vai sendo revelada. Ele habitava um planeta tão pequeno que só havia três vulcões e uma rosa orgulhosa, sua única companheira. Após problemas com a rosa, ele resolveu viajar com um cometa, visitando vários planetas, sendo a Terra o último. Conversando com os personagens que cruzam o seu caminho, o pequeno príncipe questiona as prioridades que as pessoas colocam na vida e a importância dos relacionamentos.

Um livro sobre crianças, para todas as idades

“O Pequeno Príncipe” é a obra mais conhecida do francês Antoine Saint-Exúpery, escrita na década de 40 durante o seu exílio nos Estados Unidos. De leitura aparentemente fácil, com vocábulos simples e frases curtas, o livro é considerado por muitos um romance infantil. Não é bem assim. Seria mais correto defini-lo como um livro sobre a infância, dedicado à criança que todo mundo foi um dia – é, antes de tudo, uma crítica aos valores perdidos na infância e aos costumes questionáveis cultuados na vida adulta.

Através da viagem do pequeno príncipe, em pequenos quadros, aparecem personagens cujos propósitos são questionáveis, como o geógrafo que não conhece o seu próprio país, o homem sério que só tem tempo para as contas e o bêbado que nem se lembra mais o que gostaria de esquecer. Também é muito trabalhado o tema dos relacionamentos, marcado pelo célebre discurso da raposa – “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.

“O Pequeno Príncipe” é um livro para ser lido e relido, nas mais variadas idades. Ele traz lições importantes, instigando a reflexão sobre a infância e a vida adulta. É um livro poético, capaz de resgatar parcela da beleza e simplicidade da infância nos leitores sensíveis.

Resenhado por Gabriela Alkmin

144 páginas, Editora Agir, publicado em 2002.
*Título original: “Le Petit Prince”. Publicado originalmente em 1943.

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